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Dados Lançados

"I'm not a perfect person. There's many things i wish i didn't do but i continue learning"

Dados Lançados

"I'm not a perfect person. There's many things i wish i didn't do but i continue learning"

O pesadelo...

Nunca tinha tido um pesadelo a que realmente pudesse chamar de tal. Já tinha tido alguns sonhos piores, claro, mas pesadelos que me fizessem acordar em pânico por causa do que tinha "visto" nunca...até hoje...

 

Fomos passar ferias (não sei bem com mais quem mas sei que tinham ido mais pessoas connosco). Eu coloco as malas no meu carro e vou ter á casa do M.C.. Dai arrancamos com o carro dele até ao aeroporto para irmos ter com as restantes pessoas que iam connosco.

Entretanto chegámos ao hotel e indicaram-nos os quartos. Assim que entramos no quarto eu peço ao M.C. que vá ao carro buscar o carregador do meu telemóvel que eu julgava que tinha ficado esquecido. Contudo, numa súbita onda de preguiça, ele diz que não quer e deita-se na cama.

 

Teimosa como só eu, volto a pegar na mala de mão convicta de que o carregador está lá e continuo a procurar até me lembrar que afinal tinha colocado o carregador na mala de viagem. Vou á procura desta mas não a encontro. Pergunto ao M.C. onde a colocou e ele responde-me que todas as malas estão junto a entrada mas que não se lembra de ver a minha lá. Ai noto que a minha mala de viagem nunca saiu sequer do porta bagagens do meu carro, que tinha ficado á porta do M.C.

 

Irritada, contrariamente ás indicações do hotel que nos recomendavam não sair por ser muito perigoso, pego na chave do quarto e na carteira e vou alugar um carro. Conduzo até uma encosta não muito longe do hotel, junto á estrada principal e estaciono. Passo para os bancos de trás e fico a olhar para o mar lá em baixo ficando por tras de mim um grande espaço em terra que servia de estacionamento a quem tivesse coragem de parar ali.

 

Assim que o M.C. nota que eu sai do hotel segue as minhas pisadas e aluga também um carro para ir atrás de mim e claro que não é muito difícil encontrar-me.

Estaciona o carro dele ao lado do meu e entra para se sentar junto a mim. 

 

Pouco tempo depois de ele ter entrado no meu carro vemos aproximar-se uma raparida a andar a pé pelo estacionamento de chão. Ia a andar tão calmamente que parecia que não sabia do perigo para que nos tinham alertado. Então, do nada surge um carro preto comprido de vidros fumados que trava a fundo e fica parado a escassos metros de nós.

Ao ver isso o M.C. só diz "coitada da rapariga, nem sabe o que a espera." eu olho para ele sem perceber do que ele está a falar e ele responde-me "estás a ver esse carro que parou ai? Parou porque viu a rapariga. Assim que ela se aproximar o suficiente de certeza que alguém há-de sair para a levar." ao que eu respondo com um olhar de preocupação. E ele prossegue com o relato: "de certeza que a vão violar e deixar por ai a um canto..." Mal ele tem tempo de acabar a frase vemos um homem a sair do carro e a correr na direcção da rapariga que tenta fugir dele, aproximando-se bastante do carro onde eu estava com o M.C. 

De forma a imobiliza-a, o homem a agarra-a empurrando-a contra o nosso carro. Á força e tenta beija-la ao que ela responde com um virar da cara.

Ao fazer isso a rapariga fica com a cara junto ao vidro de trás do nosso carro e dá para ver nitidamente quem ela é...

...é a minha irmã!

 

Os meus olhos nem querem acredita no que estão a ver! A minha irmã estava ali junto ao meu carro a ser atacada por um desconhecido que tinha o nítido objectivo de a violar.

 

Logo que o noto, do um grito e digo ao M.C. que é a I.S.. Que temos que a salvar e que não pudemos, obviamente, deixar que aquele porco lhe faça mal. No entanto, contrariamente ao que estava á espera, o M.C. fica imóvel. Esta não mexe um único dedo enquanto a minha irmã se debate com o homem mesmo á nossa frente.

 

Eu grito com ele de lágrimas a escorrer pela cara e mesmo assim ele não se mexe, impossibilitando-me de fazer alguma coisa também, tento de um lado a porta bloqueada pelo corpo da minha irmã e do outro lado o M.C. ainda completamente imóvel.

 

Lembro-me perfeitamente de dizer ao M.C. "faz alguma coisa! É a minha irmã! Faz alguma coisa!".

 

O homem finalmente consegue cansar um pouco a I.S. e arrasta-a para dentro do carro enquanto eu entro em desespero e continuo a gritar e a mater no M.C.

 

Assim que o corpo da minha irmã deixa de bloquear uma das portas eu saiu do carro e passo para o lugar do condutor. Ligo o carro e tento fazer marcha atrás para ir atrás deles e tentar salvar a minha irmã. Conduto o carro não me responde. Ele está ligado mas não faz marcha atrás, não anda para a frente, não faz nada!

 

 

 

Eis então que eu acordo em pânico ainda com a sensação de não conseguir ajudar a minha irmã.

Olho para o lado e vejo que o M.C. está ali mesmo junto a mim e inunda-me uma vontade de continuar a gritar-lhe "faz alguma coisa" e a bater-lhe por não se estar a mexer um milímetro que seja. No entanto noto, mesmo a tempo que não passou de um sonho e desato a chorar uma frustração enorme.