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Dados Lançados

"I'm not a perfect person. There's many things i wish i didn't do but i continue learning"

Dados Lançados

"I'm not a perfect person. There's many things i wish i didn't do but i continue learning"

Não suporto pessoas assim.

Não gosto de pessoas que se aproveitam das outras para conseguirem o que querem. De pessoas que têm que ter só porque o vizinho do lado também tem. De pessoas que acham que todos os outros têm que fazer o que elas querem só porque elas querem.

 

- Ela vai "cravar-te" casa nos Açores assim que souber que te vais mudar para lá. - disse-me a S.S.

- Achas? Pode ser que não. - Respondi-lhe eu.

- Aposto o que quiseres! Quando comecei a construir a minha casa ela fez de tudo para vender o apartamento deles e começar a construir uma para ela também. E não imitou mais a minha porque não lhe dei mais informações. Quando troquei de carro não tardou a trocar o dela também. Quando foste de férias ao Porto, onde ela foi logo a seguir? Arranjou por lá um conhecido daqueles que ninguém nunca ouviu falar e cravou por lá casa. Quando decidimos ir á Disneylândia ela tratou de arranjar um primo do marido - outro que nunca ninguém ouviu falar - para lhe arranjar lá casa para ir também. Assim que lhe disse que íamos a Santiago de Compostela a pé desatou a fazer caminhadas por Santa Cruz para se preparar para ir para o ano. Acredita em mim, não vai tardar a dizer que, agora que vais para lá de vez, vai lá passar uns dias à tua casa.

- Bem, talvez. Vamos ver.

 

Dito e feito! Assim que regressou de férias e soube que ia para os Açores fez logo o comentário. "Assim já podemos lá ir passar uns dias à tua casa. Estou tão curiosa para conhecer a ilha!"

 

Já lhes falei diversas vezes na ilha. A S.S. sempre mostrou interesse em lá ir mas assim que lhe ofereci casa disse que não. Que queria que me instalasse primeiro e que tudo desse certo por lá e só depois aceitava o meu convite. Mas que antes disso tudo acontecer iria com certeza conhecer a ilha por iniciativa própria. A I.G. que nunca demonstrou qualquer interesse por lá ir pede logo a minha casa para passar uns dias. Não fui eu que ofereci, foi ela que pediu. Diversas vezes até, não vá eu pensar que ela estava a brincar.

 

Pessoas assim incomodam-me. Não suporto. É destas pessoas que me quero manter longe.

 

Sabemos que vamos fazer falta quando:

* A minha colega do escritório diz que a patroa ontem foi ter com ela para lhe dizer que eu ia embora. E que, apesar de dizer que compreendia que era o melhor para mim, ia ter muita pena da minha saída.

 

* A minha colega dos serviços do IMTT diz que já sabia que eu ia embora porque a minha patroa lhe tinha ligado ontem a desabafar porque estava muito desorientada e não sabia se iria encontrar alguém que estivesse à altura de me substituir.

 

 

Confesso que, por momentos, senti que era a Andy do filme "O Diabo veste Prada". Naquela cena, já no final, em que a Emily diz para a nova assistente de Miranda que ela terá que trabalhar muito para chegar aos calcanhares da Andy.

 

Não quero ser presunçosa mas eu sei que lhes vou fazer lá falta. No entanto considero que poucas ou mesmo nenhumas pessoas são insubstituíveis. Eu não sou excepção. De certeza que elas vão arranjar alguém que consiga fazer tanto ou mais do que eu. Apenas sabe bem sentir que somos queridas e que iremos fazer falta. Principalmente se a pessoa que nos faz sentir assim, mesmo que indirectamente, é a nossa patroa que raramente diz um "obrigada" quando mais dizer que vai sentir a nossa falta.

Correu melhor do que eu estava à espera.

Foi hoje que acabei com todo o segredo. Disse é minha patroa que me ia embora!

 

Assim que a minha colega saiu a porta do escritório para ir beber café, entrei eu pelo gabinete para falar com a S.S. Tinha as mãos a suar e a tremer. Não tanto como quando fui falar com o Sr J.R., mas estava nervosa.

 

Expliquei-lhe que eu e o MC íamos embora do Continente e ela aceitou bem. Muito bem até.

 

Ela disse que eu ia fazer falta, claro. Que imaginava que eu lhe iria dizer é que estava grávida. Agradeceu por ficar até aos IVAs e perguntou se poderia ficar um pouco mais para ambientar a possível nova colega.

 

Uma conversa curta e directa. 

 

Agora estou mais calma mas quero ver como será quando a poeira assentar e a I.G. voltar de férias. No entanto, correu melhor do que eu estava à espera.

Chegar atrasada, não obrigada!

Sempre me fez muita confusão chegar atrasada a alguma coisa. Chegar em cima da hora põe-me doente, chegar atrasada então...!

 

Quando é algo com os amigos já sou um pouco mais descontraída. Não que eles não mereçam toda a minha pontualidade, nada disso! É apenas porque se trata de algo mais informal...

 

Já quando é algo de trabalho, por exemplo, no mínimo tenho que estar 10 minutos antes. Gosto de chegar cedo e colocar-me á vontade. Preparar-me física e psicologicamente para o dia que me espera. Chegar atrasada é impensável! 

Por isso mesmo faz-me imensa confusão ver as minhas colegas chegarem dia após dia, pelo menos 10 minutos mais tarde que a hora de começar a trabalhar. Se entramos as 9h, elas chegam as 9:10h. Se entramos as 9:30h elas chegam as 9:40h. O que é isto?

Lembro-me de uma vez, no inicio de ter começado a trabalhar onde trabalho, ter perguntado a uma delas porque se atrasam tanto e a resposta que obtive foi: não tens filhos. Se tivesses entenderias!

 

De facto não tinha. Mas hoje, 5 anos depois de lá ter começado a trabalhar (apesar de continuar sem filhos), sei que estou muito mais "madura" e consciente das coisas, no entanto permaneço sem perceber o que uma coisa tem haver com a outra.

Acredito que de facto os filhos possam atrasar um pouco a saída de casa. Á que prepara-los, dar-lhes o pequeno almoço, deixa-los na escola e tudo o mais que possa implicar ter um filho. No entanto também acredito que levantar mais cedo possa combater esse mal.

 

Eu, por exemplo, levanto-me todos os dias as 7:30h da manhã e não tenho filhos! Elas, com filhos (a morar mais longe do que eu do local de trabalho), levantam-se as 8:10h. E talvez aqui resida o grande mal!

 

Eu gosto de ser pontual! Se tiver que levantar-me mais cedo para chegar a horas a algum lado, fá-lo-ei! Mesmo quando tiver filhos! Até porque não quero passar a ideia de que chegar atrasada a coisas importantes (tão importantes como o responsável pelo nosso ordenado), não faz mal!

Faz mal! E muito!

 

Á que começar a cultivar o sentido de responsabilidade desde cedo. E não há-de ser assim...

Como foste ingénua, Susana...ou parva mesmo!

Durante esta semana tive a certeza que estive a ser manipulada durante muito tempo...demasiado tempo! Não é suposto colegas de trabalho serem assim. Dizerem que são minhas amigas e em quem eu confiava cegamente! Colegas que me colocavam contra as outras sem eu me aperceber! Tão ingénua que eu fui! Tão cega que eu estava...!

 

 

Mas passou, finalmente abri os olhos e vi quem ela realmente era...e de que forma continua a tentar manipular-me...

 

Optei pelo silencio com ela. Com pessoas que têm que ter sempre a última palavra, quer tenham razão ou não, que não admitem os erros mesmo quando eles são do mais evidente possível, quando se encostam a sombra da bananeira quando todas as outras trabalham horas a fio, fora de horas, para manter as coisas e dia e dentro dos prazos...pessoas dessas só merecem o meu silencio e não a minha amizade!

 

Só tenho pena das pessoas que eu possa ter prejudicado durante a minha cegueira e das pessoas que não pude conhecer devidamente durante este período.

 

Uma coisa é certa, se eu me mantiver ali, nunca nada há-de ser coo antes!