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Dados Lançados

"I'm not a perfect person. There's many things i wish i didn't do but i continue learning"

Dados Lançados

"I'm not a perfect person. There's many things i wish i didn't do but i continue learning"

Quando houver filhos...

Quando houver filhos, não sei que tipo de pais eu e o M. seremos. Mas sei que tipo de pais não quero que sejamos!

 

Não quero que sejamos o tipo de pais que se exalta a frente dos filhos. Não quero que sejamos o tipo de pais que coloca os seus interesses a frente dos interesses das crianças. Não quero que sejamos o tipo de pais que cobra aos filhos coisas que são da sua obrigação. Não quero que sejamos o tipo de pais que coloca o dinheiro á frente da felicidade da família. Não quero que sejamos o tipo de pais que impõe coisas aos filhos que deveriam ser escolhas deles por livre vontade. 

 

Não quero que sejamos os tipos de pais que tenho visto em meu redor! Pais que gritam e quase que batem nos filhos só porque estão chateados com algo. Pais que dizem não se orgulhar dos filhos porque estes não fizeram as escolhas que eles queriam, embora também não tenham feito escolhas erradas. Pais que dizem aos filhos que não podem ir para o ballet ou para a natação ou para qualquer outra actividade só porque não lhes convêm.

 

Eu quero (ou pelo menos vou tentar) criar filhos (quando houverem) saudaveis, felizes e com acesso a tudo a que têm direito! De certeza que não é uma tarefa fácil. De certeza que vou cometer erros. Mas também tenho a certeza que tenho muitos exemplos á minha volta que não quero seguir. Por isso, vou fazer de tudo para fazer tudo diferente deles.

E a criança é ele?

Se á coisa que não suporto é pais que não dão a mínima atenção ao que os filhos estão a fazer. E isto torna-se ainda mais incompreensível quando as crianças são pequenas.

Todos sabemos como é complicado manter crianças quietas e, á mesa após as refeições, não é excepção. Contudo, isso não é desculpa para deixar de olhar por elas e para elas!

 

 

Durante estas duas semanas estou a trabalhar na loja e, como loja que se preze, está rodeada de vitrinas de vidro. Mesmo em frente há loja (que está localizada dentro de um "Shopping"), está um restaurante.

Como estamos neste momento dentro da hora de almoço, o restaurante ainda tem algumas pessoas. Nesse gurpo de pessoas encontrava-se um casal com três crianças. Talvez com 7, 5 e 3 anos, mais ou menos. Estas já deveriam ter acabado de almoçar e, enquanto esperavam que os pais decidissem ir embora, estavam a brincar no corredor que separa a loja do restaurante, acesso esse que dá para uma das vitrinas da loja.

Com a correria para aqui e correria para ali, próprio das idades, o menino mais novo embatia contra a vitrina varias vezes fazendo um barulho estrondoso. Não que o grande problema fosse ele estar a bater na vitrina, porque aquele vidro ainda é resistente e dificilmente se partirá, mas sim o facto dos pais não se mexerem nem um milímetro para ver o que se passava.

Estes choques contra a vitrina aconteceram 1, 2, 3, 4 vezes e pais, nem vê-los. A situação chegou ao cúmulo de o menino mais velho vir dentro da loja pedir desculpas pelo irmão estar a bater contra o vidro.

 

Dá para acreditar? O menino de 7 anos é que foi pedir desculpas pelo que o irmão estava a fazer!

Pior! Assim que o menino entrou na loja, o pai levantou-se logo a correr para o vir buscar. Ridiculo! Não se levanta para ver o que os filhos estão a fazer, ou para ver se eles estão bem mas levanta-se para ralhar com o mais velho por ele ter entrado na loja para pedir desculpas.

 

Sou só eu que acho que este mundo está vidado do avesso?